terça-feira, 5 de abril de 2011

Ribamar da Alma no Olhar.

Um dia uma pobre moça triste que conhecia muita gente sem alma resolveu parar no conjunto nacional e ver uma peça de teatro infantil, ela olhava aquelas pessoas e notava que elas eram diferentes, não sabia dizer o que. Tinha um neguinho, desculpe, um afro-descendentezinho, um tal de Ribamar Araújo que se destacava aos olhos dela, parecia que ele tinha uma firme determinação de fazer os outros sorrirem ainda que ele chorasse….
A determinação dele a intrigou, uma vez que ela, branca, pertencente a outro mundo, (a dos sem alma) tinha uma tristeza imensa e tão profunda que só lhe fazia chorar, e pior que isso, estava convencida, de que também queria fazer os outros chorarem, acreditava ser esse o seu destino.

Mas como a vida é imprevisível, e a sorte pode estar na próxima esquina ela ouviu o entusiamo do Ribamar. Sim aquele Ribamar que tinha tudo para nem no Conjunto Nacional estar, quanto menos inserido naquele grupo de teatro infantil. Foi nesse momento que ela teve um “insight” e desejou ter brilho no olhar, querer fazer algo para aquecer o coração de uma pessoa que fosse. Ao sair do Conjunto Nacional naquele dia, olhava tudo e todos ao seu redor de forma diferente. Sentia alegria, via graça até onde aparentemente não poderia existir. Parecia uma” boba alegre”, como diriam os desalmados.

Foi assim que dentro de si mesma, reencontrou a sua alma um pouco ofuscada pelo tempo. E ao unirem-se novamente, através do brilho do olhar de uma e de outra, tiveram a certeza que jamais nada e ninguém as poderiam separar, ainda que tivessem de sorrir quando lhes apetecia chorar.

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