Intencionalidades.
Eu poderia, se eu quisesse, e tu bem o sabes, dizer-te muito mais do que já te disse. E mesmo assim jamais te diria tudo. Pois essas conversas que temos tido será sempre uma história sem fim....Porque falo eu, falas tu e falamos nós. Eu e tu dois imensos conjuntos não vazios, embora por vezes é como nos sentimos. Mas ao falarmos, nossos conjuntos, por lógica já conhecida, formam outro conjunto, o de intersecção. Uma vez criado este, já não somos mais dois e sim quantos mais ali couberem, em que cada um quer se fazer ouvir como se num palco de teatro estivesse, e talvez estejam.
Tal como num palco real ou imaginário, há de haver alguma ordem, do contrário o caos se estabelece de imediato, ninguém ouve e ninguém fala, ou ainda melhor, ninguém se entende. Porém, o espaço para o entendimento nos dias de hoje é mais que um privilégio, é uma vaga pretensão, tanto da parte do que quer ser entendido, como do que quer se fazer entender. Quase que se aproxima da fogueira das vaidades, e essa é implacável. Sobretudo no que tange a "egos exacerbados" que disputam espaços reais ou imaginários no campo da expressão e do entendimento.
É neste momento e tão somente neste, que te proponho não mais falarmos, apenas seguir em busca de outros caminhos que nos levam a lugares onde a arena das palavras dá espaço a outras formas de expressões. Onde nossos olhares e gestos dizem mais e melhor de nós dois e daqueles que nesse peculiar momento conosco estão.
Acredite estes outros caminhos nos levam ao palco da compreensão onde eu poderia se quisesse, e tu bem o sabes,...dizer-te tudo, muito mais do que já te disse, apenas com um simples gesto, ou na intensidade do meu olhar.
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