quarta-feira, 13 de abril de 2011

Os prováveis embustes da internet parte II, em: "Letícia e suas (des) aventuras."

Letícia despertou para a vida muito cedo. Conta ela que aos 15 anos já trabalhava em Foz do Iguaçu e dali para o Paraguai era só atravessar a ponte.
Nesse ir e vir de buscar coisas de lá para vender do lado de cá, foi aprendendo as manhãs do negócio. Trabalhava para a dona de um salão de beleza que a deixava praticar o ofício de cabeleireira, e assim ia ela sobrevivendo.
Numa dessas idas às compras ao Paraguai, conheceu um japonês que tinha o dobro de sua idade. Ela era como se diz cá uma miúda gira, e como se diz no meu país, miúda mesmo, porque era pequena e franzina. Porém muito engraçadinha.
Sem muita cerimônia foi viver com ele para um outro lado do estado, norte do paraná. As coisas corriam bem entre os dois, logo ela engravidou de uma menina à qual deram o nome de Yume para a felicidade dos pombinhos e da "obátchan" japonesa. Assim que a menina começou a andar o marido decidiu que tinham de ir viver para o Japão, afinal o Brasil estava de mal a pior. E lá foi a letícia pro outro lado do mundo com marido e criança pequena.
Claro que a chegada num país estrangeiro como imigrante, tem lá seus dissabores, e como tem! Mas ela tinha como tarefa ser dona de casa que incluía, cuidar de tudo, do marido e da filha, enquanto o Soujirou dava duro na fábrica onde arranjou emprego.
Dois anos se passaram e o casal decidiu que já poderiam retornar ao país de origem para educarem a filha, trabalharem menos, quem sabe terem o próprio negócio, e assim o fizeram.
Instalaram-se na mesma região de onde saíram, porém numa cidade maior. Após comprarem um apartemento não muito grande, mas bem localizado, foi a vez de adquirirem um carro, semi-novo, para trabalhar essas coisas. E finalmente veio a idéia de montarem um negócio, um salão de beleza para Letícia.
Claro que ela além dos anos de prática, esqueci de mencionar que no japão cortava e pintava os cabelos das conterrâneas brasileiras, era muito simpática, novidade na vizinhança, tinha tudo para dar certo. Como realmente deu.
Mas parece que na vida dessa rapariga nada ainda estava decidido. O negócio depois de um tempo seguia um curso normal, dava para viver. Já o casamento, nem por isso. Essa já estava de muletas há tempos. como o japonês de estúpido não tinha nada, acordou com a esposa que retornaria ao japão e ela ficava tocando o negócio, isso por um ano. Se as coisas não melhorassem com seu retorno, logo decidiriam o que fazer. Ela disse que sim e continuaram suas vidas "normais" atuando em espaços geográficos separados.
Nesse meio tempo a Yume já estava mais independente, sem o marido em casa,ela começou a chamar uma vizinha,uma moça um pouco mais nova que ela para conversar. As duas eram de mundos completamete diferente,o que torna até mais interessante as relações.Todo dia aprende-se coisas novas com pessoas diferentes.Logo a amizade entre Letícia a Manuela começou a fluir... conversa vai, conversa vem, tempo passando, um dia a manuela falou das maravilhas encontradas na internet para a letícia. Ela arregalou um olhão e disse: «menina tu precisa me ensinar como esse negócio funciona!» Sopa no mel, respondeu a amiga bem disposta. E foi nun zaz traz que a dona letícia já dominava os caminhos virtuais que a levavam as mais diversas salas de chats.
Numa dessas investidas, como quem não quer nada, só dando uma olhada para não perder o jeito, encontrou lá um peixinho perdido. Coitado! O rapaz era um pouco mais novo que ela, estava na américa do norte como imigrante há 4 anos. saído direto de Minas gerais e foi se aventurar na Terra do Tio Sam. Era solteiro, jeitoso, econõmico, bom filho. Mandava uma grana para os pais todo Mês...e assim ia dando-se a conhecer a sua nova amiga. Ela por sua vez, como já tinha também saído fora do país para trabalhar o compreendia muito bem. dessa compreensão, nasceu a confiança entre ela e Leandro. Digamos mais dele nela que ela nele, então ele já passou a partilhar suas idéias com a nova amiga que se dizia separada, com uma filha e um negócio que não andava lá essas coisas. Só não havia se divorciado, pela ausência do até então marido.
Aquela mágica de relacionamento virtual corria ás mil maravilhas, pois nessa altura já tinham um pacto de lealdade. Ele nada fazia sem antes falar com ela.
houve uma situação até engraçada, contada pela Manuela. Estavam os dois amigos a falar de suas obrigações financeiras e coisas afins, e numa dessas o Leandro disse a Letícia que naqule mês, teria de enviar um dinheiro extra para a mãe, porque esta precisava trocar a dentadura que havia partido. Claro que ela o questionou, porém não desaprovou. Mas para a amiga disse:«já viu uma coisa dessas? Essa velha bem que poderia colocar um chiclete e aguentar mais uns tempos né?» A Manuela não sabia se ria ou se chorava quando ouviu aquilo. primeiro porque não deixava de ter piada, e segundo porque começou a conhecer o feitio, ou melhor dizendo o mau feitio da http://www.facebook.com/l/03b00VaxWtF4KfwUHiTlolXcY5g/amiga.No mês seguinte o moço queria dar um microondas novo para a mãe, aí ela não se aguentou e intercedeu dizendo "se não seria uma boa idéia deixar para o natal?" Parece que resultou. mas até então conta a amiga que não tinha percebido o prquê de tanta intromissão na vida econômica e familiar do rapaz. Mas como diz o ditado verdade é como o azeite, logo vem acima! Ocorre que a amizade entre os dois já ia lá pelos seis meses, e o rapaz compadecido da situação da Letícia, sozinha, sem marido, filha etc... Estava há uns meses enviando uma ajuda a ela para que fosse tocando o salão de beleza, até ele chegar para o Natal.

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