sexta-feira, 15 de abril de 2011

Política de Privacidade


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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Os prováveis embustes da internet parte II, em: "Letícia e suas (des) aventuras."

Letícia despertou para a vida muito cedo. Conta ela que aos 15 anos já trabalhava em Foz do Iguaçu e dali para o Paraguai era só atravessar a ponte.
Nesse ir e vir de buscar coisas de lá para vender do lado de cá, foi aprendendo as manhãs do negócio. Trabalhava para a dona de um salão de beleza que a deixava praticar o ofício de cabeleireira, e assim ia ela sobrevivendo.
Numa dessas idas às compras ao Paraguai, conheceu um japonês que tinha o dobro de sua idade. Ela era como se diz cá uma miúda gira, e como se diz no meu país, miúda mesmo, porque era pequena e franzina. Porém muito engraçadinha.
Sem muita cerimônia foi viver com ele para um outro lado do estado, norte do paraná. As coisas corriam bem entre os dois, logo ela engravidou de uma menina à qual deram o nome de Yume para a felicidade dos pombinhos e da "obátchan" japonesa. Assim que a menina começou a andar o marido decidiu que tinham de ir viver para o Japão, afinal o Brasil estava de mal a pior. E lá foi a letícia pro outro lado do mundo com marido e criança pequena.
Claro que a chegada num país estrangeiro como imigrante, tem lá seus dissabores, e como tem! Mas ela tinha como tarefa ser dona de casa que incluía, cuidar de tudo, do marido e da filha, enquanto o Soujirou dava duro na fábrica onde arranjou emprego.
Dois anos se passaram e o casal decidiu que já poderiam retornar ao país de origem para educarem a filha, trabalharem menos, quem sabe terem o próprio negócio, e assim o fizeram.
Instalaram-se na mesma região de onde saíram, porém numa cidade maior. Após comprarem um apartemento não muito grande, mas bem localizado, foi a vez de adquirirem um carro, semi-novo, para trabalhar essas coisas. E finalmente veio a idéia de montarem um negócio, um salão de beleza para Letícia.
Claro que ela além dos anos de prática, esqueci de mencionar que no japão cortava e pintava os cabelos das conterrâneas brasileiras, era muito simpática, novidade na vizinhança, tinha tudo para dar certo. Como realmente deu.
Mas parece que na vida dessa rapariga nada ainda estava decidido. O negócio depois de um tempo seguia um curso normal, dava para viver. Já o casamento, nem por isso. Essa já estava de muletas há tempos. como o japonês de estúpido não tinha nada, acordou com a esposa que retornaria ao japão e ela ficava tocando o negócio, isso por um ano. Se as coisas não melhorassem com seu retorno, logo decidiriam o que fazer. Ela disse que sim e continuaram suas vidas "normais" atuando em espaços geográficos separados.
Nesse meio tempo a Yume já estava mais independente, sem o marido em casa,ela começou a chamar uma vizinha,uma moça um pouco mais nova que ela para conversar. As duas eram de mundos completamete diferente,o que torna até mais interessante as relações.Todo dia aprende-se coisas novas com pessoas diferentes.Logo a amizade entre Letícia a Manuela começou a fluir... conversa vai, conversa vem, tempo passando, um dia a manuela falou das maravilhas encontradas na internet para a letícia. Ela arregalou um olhão e disse: «menina tu precisa me ensinar como esse negócio funciona!» Sopa no mel, respondeu a amiga bem disposta. E foi nun zaz traz que a dona letícia já dominava os caminhos virtuais que a levavam as mais diversas salas de chats.
Numa dessas investidas, como quem não quer nada, só dando uma olhada para não perder o jeito, encontrou lá um peixinho perdido. Coitado! O rapaz era um pouco mais novo que ela, estava na américa do norte como imigrante há 4 anos. saído direto de Minas gerais e foi se aventurar na Terra do Tio Sam. Era solteiro, jeitoso, econõmico, bom filho. Mandava uma grana para os pais todo Mês...e assim ia dando-se a conhecer a sua nova amiga. Ela por sua vez, como já tinha também saído fora do país para trabalhar o compreendia muito bem. dessa compreensão, nasceu a confiança entre ela e Leandro. Digamos mais dele nela que ela nele, então ele já passou a partilhar suas idéias com a nova amiga que se dizia separada, com uma filha e um negócio que não andava lá essas coisas. Só não havia se divorciado, pela ausência do até então marido.
Aquela mágica de relacionamento virtual corria ás mil maravilhas, pois nessa altura já tinham um pacto de lealdade. Ele nada fazia sem antes falar com ela.
houve uma situação até engraçada, contada pela Manuela. Estavam os dois amigos a falar de suas obrigações financeiras e coisas afins, e numa dessas o Leandro disse a Letícia que naqule mês, teria de enviar um dinheiro extra para a mãe, porque esta precisava trocar a dentadura que havia partido. Claro que ela o questionou, porém não desaprovou. Mas para a amiga disse:«já viu uma coisa dessas? Essa velha bem que poderia colocar um chiclete e aguentar mais uns tempos né?» A Manuela não sabia se ria ou se chorava quando ouviu aquilo. primeiro porque não deixava de ter piada, e segundo porque começou a conhecer o feitio, ou melhor dizendo o mau feitio da http://www.facebook.com/l/03b00VaxWtF4KfwUHiTlolXcY5g/amiga.No mês seguinte o moço queria dar um microondas novo para a mãe, aí ela não se aguentou e intercedeu dizendo "se não seria uma boa idéia deixar para o natal?" Parece que resultou. mas até então conta a amiga que não tinha percebido o prquê de tanta intromissão na vida econômica e familiar do rapaz. Mas como diz o ditado verdade é como o azeite, logo vem acima! Ocorre que a amizade entre os dois já ia lá pelos seis meses, e o rapaz compadecido da situação da Letícia, sozinha, sem marido, filha etc... Estava há uns meses enviando uma ajuda a ela para que fosse tocando o salão de beleza, até ele chegar para o Natal.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os possíveis embustes existentes na internet

Todos sabemos que hoje em dia só não se encontra o que não se quiser encontrar na internet. E isso como é óbvio vai desde os serviços solicitados, até os oferecidos e em diversas categorias. Bem, estava eu a procura de um sítio para viver mais perto do trabalho e fui seguindo minha busca que parecia interminável, tantas eram as opções.Terminado essa parte e, por curiosidade fui ao setor dos relacionamentos, digamos assim.

Primeiro cliquei em mulheres que procuram homens e confesso que fiquei pasma de ver a maneira como elas dizem o que querem de forma escancarada, melhor, escrachádas. Pelo menos penso que diante de tanta exposição, corpo , cara e palavras picantes, devem ao menos cumprir com o que se propõem ali, caso sejam contactadas.

Depois fui parte em que os cavalheiros procuram as senhoras. Falo assim porque tirando uns poucos rapazes que expõem o corpo e dizem obscenidades, há quem aprecie, óbvio. Achei os demais muito comedidos em comparação com as mulheres. E fui indo mais... Encontrei coisas que na verdade são até piores do que fazem essas senhoras, pela maneira capciosa com que lá punham seus anúncios. Verdadeiros lobos, de certeza velhos, em pele de cordeiro.

Três desses me chamaram a atenção. Um dizia que procurava jovens universitárias para discussão filosófica, prometia ajuda financeira. Em casa particular e com muita discrição. O outro seguia mais ou menos nessa linha dizendo-se escritor, empresário e que buscava um relacionamento sério. No entanto a candidata tinha de ter no mínimo o 12º ano completo, uma vez que ele era licenciado. O terceiro caso dizia ser um senhor de cinquenta anos, que procurava senhoras entre 38 e 45 anos para amizade, possível relacionamento sério, prometia alguma ajuda financeira, e frisava não se tratar aquilo de prostituição.

Quanto mais eu lia, mais percebia a perspicácia masculina, para não dizer dissimulação. Aquilo realmente me interessou, estava mesmo a ser divertido ver as diferentes formas de abordagens deles, a maneira cuidadosa com que tentavam se proteger. Mas como disse inicialmente, o que me chamou a atenção, nesses três anúncios citados acima, foi o fato de os mesmos pertencerem a mesma pessoa.

Concluí então que os cavalheiros, têm o cuidado de dizerem em sua maioria o que suas possíveis "conquistas" gostariam de ouvir, desenvolveram um lado mais sensível para abordar as mulheres sem dar muito nas vistas. E, como esse tipo de conversa dá algum trabalho, uma vez que têm de fazerem bom uso da massa cinzenta, imagino que na pressa deixou o mesmo email para um possível contacto, nos três anúncios que colocou. Teve imenso trabalho e no final sabe-se lá porquê? Comete essa gaffe.

Eu poderia dizer do meu ponto de vista feminino, que ao menos esse que colocou o anúncio do qual estou a falar, devia era mesmo estar desesperado, ser o tipo egoísta, mentiroso e já agora, por que não perigoso? Dos que subestima as mulheres sabe? Como ele não liga nenhuma para nada e ninguém, imagina que toda a gente deve ser como ele, e não repara nos detalhes.

Fiquei impressionada com a decadência humana que estamos vivendo, no que tange aos aspectos emocionais. Parece que estamos num grande mercado variado, online, em que todo dia fecham-se grandes negócios de compra e venda, leilões, sem que ninguém, a menos que queira, seja identificado. Vai ver estamos ainda a falar de um especialista em economia!
Por: Pacheco Soares

domingo, 10 de abril de 2011

Um conto de aniversário

Há alguns anos  estava eu  brincando de casinha, com minhas bonecas, e as pequenas xícaras de porcelana que minha mãe me emprestou especialmente naquele dia, quando minha madrinha chegou à nossa casa para visitá-la.
Estavam eufóricas, conversavam e riam alto como se estivessem sozinhas, tanto que ouvi minha mãe dizer  «comadre estou grávida!» E o resto da tarde a conversa das duas foi em torno desse assunto. Coisas do tipo se meu pai já sabia, de quanto tempo era a gestação, se já tinha me falado da novidade.

Sim, porque esse era um assunto muito sério, afinal até então eu era a única filha do casal. Mais do que isso, era considerada um milagre divino, uma vez que sete anos antes, quando minha mãe perdeu um bebê que nascera menino, com oito meses, o médico que a atendeu foi taxativo ao dizer ao meu meu pai, que  a esposa dele  jamais poderia ter filhos.

Meus pais, não sei se pelo choque sofrido pela perda do seu primeiro filho, acreditaram tanto no diagnóstico desse médico que jamais consultaram outro para ao menos tirar uma dúvida sequer a respeito do assunto. Meses mais tarde, resolveram adotar uma menina, àqual deram nome de Lúcia. Se a criança adotada fosse menino, chamaria-se Lúcio em homenagem ao meu avô  paterno . Enfim, por diversos motivos, alguns até previsíveis, optaram pela adoção de uma menina.
Passsado sete anos após todo esse acontecido, minha mãe deu a luz a uma menina de sete meses, eu. Hoje certamente esse médico seria mais do que questionado. Mas aqueles eram outros tempos, e tudo se passou numa cidade do interior em que uma palavra proferida por um médico em diagnóstico, era um vaticínio! Nasci numa noite gelada de quarta-feira no mês de Julho faltando uma hora e meia para a chegada do dia a seguir. Imediatamente fui carregada para a encubadora, e lá permaneci por  por dois meses, dado ser muito fraquinha e correr o risco de não sobreviver. Soube mais tarde que minha mãe sofreu muito por não ter podido me amamentar, cresci guacha, como se diz na minha terra das crianças que crescem tomando leite na mamadeira.
Isso se não for, ao menos parece intrigante, porque mais uma vez, numa noite de Abril, para ser mais exata dia 10, e quase sete anos depois, veio ao mundo minha irmã. A caçulinha! Essa da qual minha mãe estava a falar à sua comadre, no início da conversa.  Nasceu não só no tempo certo, após nove meses de gestação, como em perfeita saúde.
Na noite do nascimento da minha irmã, meu pai fez o maior suspense comigo, pois a mãe havia  sido hospitalizada  com aquele barrigão, e no outro dia prometeu me levar cedo ao hospital ver o novo neném da casa. Aliás, foi ele quem me preparou ao seu modo claro, para a chegada de minha irmãzinha.
 Brincava comigo dizendo que eu ia perder o colo, que agora o pai tinha que ajudar a ninar o neném… E eu mimada como era, fazia beicinho de ciúmes.

Mas logo em seguida, ele me pegava no colo e andava comigo agarrada ao seu pescoço por toda a nossa propriedade, me mostando as frutas do pomar, a horta, coisas que ele havia plantado e se transformaram em fruto. Os animais no curral, os bezerrinhos  que ainda não haviam sido desmamados .Era sua forma simplória de me explicar o fluxo natural da vida, os mistérios que ele em palavras, devido ao seu jeito simples de ser, não conseguia me fazer entender em tão tenra idade.
Na  manhã seguinte ao nascimento da da minha maninha, meu pai cumpriu o prometido  e me levou ao  ao hospital onde minha mãe se encontrava, para ver a novidade, o bebê recém nascido.
Quando adentramos  o quarto,  minha mãe a tinha em seus braços, estava toda enrolada numa manta amarelinha  de lã feita de croché e ornamentada por  aplicações de rosinhas.Sorridente, minha mãe  me chamava para ver minha irmã.

Com a ajuda de meu pai, pude vê-la bem de pertinho, e quando a vi, pensei que eu tinha ganhado uma boneca de verdade. Era uma  coisinha pequenina, que mal dava dava para ver o rosto.De imediato constatei que os olhos eram castanhos e grandes, se mexiam como se ela alguma  coisa já enxergasse, emitia uns grunhidos e minha mãe dizia ser fome.

E assim estavam as duas naquela luta que nós mulheres sabemos. O bebê com fome, mas sem força para mamar, e a mãe quase que desesperada para dar-lhe o peito a mamar. Parece que chegaram a um conscenso, pois essa filha foi a única que  lhe deu a alegria de ser amamentada por ela.
Hoje aquele bebê  do qual minha mãe falava da gravidez com minha madrinha no início dessa prosa, e que por muito tempo me pareceu uma boneca de verdade, cresceu e está completando mais um aninho de vida!

Poema Egípcio do século VII a.C

Com quem falarei hoje?
Os irmãos são maus.
Não é possível gostar-se dos amigos hoje em dia.


Com quem falarei hoje?
Reina a avareza.
Todos se apropriam dos bens alheios.


Com quem falarei hoje?
O desgraçado busca consolo no desgraçado
porque o irmão se converteu em inimigo.


Com quem falarei hoje?
Não sepode confiar em ninguém.
E os amigos tratam-nos como desconhecidos.



Com quem falarei hoje?
O pecado, a praga deste país,
não tem fim.

sábado, 9 de abril de 2011

Rio - Tragédia em Escola "Vítimas de atirador recebem homenagens na porta da escola"

por Maria Ilé Pacheco, sexta, 8 de abril de 2011 às 15:18
Até onde de pode chegar a loucura humana...Trata-se na minha opinião de um caso de saúde pública. E os inocentes é que pagam essa conta .Ontem foi no Rio, e amanhã onde será? Um infeliz como esse nada tinha a perder, e talvez por esse mesmo motivo fez tantas famílias perderem o seu melhor bem, a vida de seus filhos. Uma lástima! Qual a palavra de consolo que diríamos a uma mãe numa hora dessas? Não há! Nem homenagens, nem flores, nem cruzes ou rezas .Só resta o sentimento de impotência diante de tamanha injustiça uma vez que nem justiça se fará. os juristas vão continuar empleirados dentro de suas togas cheirando a naftalinas com o código penal nas mãos , nesse caso sem utilidade alguma. São problemas de bases estruturais do nosso país, isso sim.  Esses deveriam ganhar mais atenção da parte dos responsáveis pela segurança pública  e individual de cada cidadão, que por acaso diz estar garantida, na Constituição Federal.
Mas não é aplicando a lei de talião que se resolvem problemas dessa monta, pelo contrário, aumentam.

O governador do Rio Grande do Sul

O governador do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Justiça de Lula, Tarso Genro (PT), defendeu nesta quarta-feira (6) uma postura mais tolerante das pessoas e das autoridades em relação à utilização da maconha. Você concorda com ele? Leia em http://zip.net/bjd06
 
O governador defendeu a "Cannabis sativa", não a maconha e as suas variantes. Embora o texto pareça um pouco controverso, ao menos ele não é hipócrita! Cá se existisse a cannabis pura, se calhar até curava muitos malucos por aí. Mas não ex...iste! O que... existe é uma mistura de de maconha com haxixe e mais alguns químicos, chamados de "charro". Esse de certeza que deixa mais sequelas... Agora é ver o que são essas coisas, aprender a falar abertamente sobre o assunto sem polemizá-lo. Creio que mais vale do que sair por aí condenando a torto e a direita, e amanhã, apanha é com o consumo dentro de casa, e de coisa pior. O álcool por exemplo, causa estragos por vezes irreversíveis, mas é "politica e socialmente" aceito, quando não incentivado! Não estou a defender o uso da maconha, penso que o Tarso deve receber o respeito que lhe é devido, uma vez que é um expoente da sociedade brasileira que veio a público falar como poucos fazem, de um assunto que ainda é tabu.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Intencionalidades

Intencionalidades.

Eu poderia, se eu quisesse, e tu bem o sabes, dizer-te muito mais do que já te disse. E mesmo assim jamais te diria tudo. Pois essas conversas que temos tido será sempre uma história sem fim....Porque falo eu, falas tu e falamos nós.  Eu e tu dois imensos conjuntos não vazios, embora por vezes é como nos sentimos. Mas ao falarmos, nossos conjuntos, por lógica já conhecida, formam outro conjunto, o de intersecção. Uma vez criado este, já não somos mais  dois e sim quantos mais ali couberem, em que cada  um quer se fazer ouvir como se num palco de teatro estivesse, e talvez estejam.

Tal como num palco real ou imaginário, há de haver alguma ordem, do contrário o caos se estabelece de imediato, ninguém ouve e ninguém fala, ou ainda melhor, ninguém se entende. Porém, o espaço para o entendimento nos dias de hoje é mais que um privilégio, é uma vaga pretensão, tanto da parte do que quer ser entendido, como do que quer se fazer entender. Quase que se aproxima da fogueira das vaidades, e essa é implacável. Sobretudo no que tange  a "egos exacerbados" que disputam espaços reais ou imaginários no campo da expressão e do entendimento.

É neste momento e tão somente neste, que te proponho não mais falarmos, apenas seguir em busca de outros caminhos que nos levam a lugares onde a arena das palavras dá espaço a outras formas de expressões. Onde nossos olhares e gestos dizem mais e melhor de nós dois e daqueles que nesse peculiar momento conosco estão.
Acredite estes outros caminhos nos levam ao palco da compreensão onde  eu poderia se quisesse, e tu bem o sabes,...dizer-te tudo, muito mais do que já te disse, apenas com um simples gesto, ou na intensidade do meu olhar.

Um sonho ruim

Naquele dia D. Evangelina acordou antes do habitual, sobressaltada por um sonho ruim que tivera na noite anterior.

Deixou-se ficar um pouco mais na cama, pois precisava organizar o pensamento devido ao mau sonho tê-la perturbado tanto. Pensou: me pareceu tão real! - eu vi? E concluiu que nada tinha visto, porque quando abriu os olhos não havia ninguém além dela naquele quarto.

Finalmente levantou-se da cama e começou a lida na cozinha como era o habitual: acender o fogão a lenha, esquentar água para o chimarrão, café, manter o fogo aceso para cozer os alimentos no decorrer do dia.

Normalmente desempenhava essas tarefas com muita destreza, devido ao hábito de tantos anos. Mas naquele dia tudo andava muito devagar, a lenha não queimava, parecia estar molhada, e dela saía uma espuma esverdeada, emitindo um som, como que um choro gemido.

Pusera mais cavacos, grinfas secas dos pinheiros, mas apenas aumentavam a labareda, e em poucos minutos tudo aquilo virava cinza restando uma pequena chama na lenha chorosa do fogão.

Pensou que aquele não era um bom dia para fazer bolos, porque podiam abatumar, nem maionese, para não dissorar. Sentia o corpo pesado, os ossos doloridos como que adivinhando chuva, o pensamento escorregadio como um peixe que não se deixa pegar com as mãos.

Definitivamente naquele dia a cabeça e o corpo estavam como que separados um do outro. E tudo por causa daquele maldito sonho que andava feito vaivém em seu pensamento.

Tão impressionada ficou que começou a dizer palavras em voz alta, na tentativa de espantar o mal estar que sentia:
Se isso fosse verdade não era a mim que ela viria recorrer, afinal nunca fomos chegadas! Parentes sim, pelas contingências do destino, e nisso ninguém podia interferir, mas amigas não.

Há anos que não via aquela mulher que lhe aparecera em sonho ao pé da cama, e repetia consigo mesma: Parecia tão real! E assim passou o dia, lembrando o sonho ruim que lhe causara tamanha impressão, tanto que não mandava nem pedia. Estava calada e desamparada na confusão de seus pensamentos.

A mudança

Assim que completara dezesseis anos de idade, Helena foi levada pelo pai a uma hospedaria, um tipo de hotel que havia no lugar em que viviam e único, num raio de trinta quilômetros, para ajudar nas lidas da cozinha, limpeza e no mais que a patroa mandasse. Em troca ganhava comida, alguma roupa usada que vinha das filhas dos donos e aprenderia a ler e escrever.
Quando a mãe foi dar a notícia de sua mudança temporária, tentou argumentar dizendo que preferia não sair de perto dela, e que a tia constância poderia ensinar-lhe o abecedário e a tabuada. No entanto, a mãe respondeu convicta que não era oportuno contrariar a decisão do pai, uma vez que tinha se empenhado em conseguir que ela fosse para esse lugar muito respeitado e de renome, para aprender a conviver fora do âmbito familiar. E, quem sabe, com muita sorte vir a casar-se com alguém que pudesse lhe dar um futuro melhor que ele, o pai, podia lhe oferecer.
Chorou em silêncio e às escondidas durante toda àquela semana que antecedia sua mudança. Era de uma natureza silenciosa, resignada, por vezes parecia ser fria porque não expunha seus sentimentos. Diziam dela alguém difícil de se deixar conhecer profundamente, dado seu modo calado e arisco de ser. Mas saíra à avó paterna, essa certeza tinha o pai e por isso, mais ela o preocupava ao ponto de ele tomar àquela decisão.
Sairam logo de manhãzinha para não serem castigados pelo sol escaldante da tarde. tinham muito chão pela frente, a hospedaria ficava a mais ou menos quinze quilômetros e fariam o trajeto a pé. O pai calculava umas seis horas de caminhada, com sorte chegariam na hora do almoço.
Helena trazia um saco com duas mudas de roupas, uma para usar no trabalho, e a outra um pouco melhor para o caso de ir à igreja aos domingos. Uma agulha de crochê de madeira que o pai lhe fizera quando tinha 10 anos, e por isso estava mais escura e escorregadia, o que facilitava a ela fazer crochê. Dois rolos de plástico cortado em tiras, como se fossem linhas, para que pudesse confeccionar seus tapetes de plástico nas horas em que não tivesse trabalho a fazer. Um caixa de pó de arroz da marca cahemere bouquet que ganhara de aniversário quando fez 15 anos da tia Constância, a que sabia ler e escrever. O único calçado que levava eram as chinelas havaianas que tinha calçado nos pés. As congas azul e branca do inverno passado, queimaram-se no forno do fogão á lenha numa tentativa se as fazerem secar mais depressa, depois de um dia de inverno chuvoso.
Seguiam num ritmo acelerado, o pai dois passos á frente dela porque ele sabia o caminho e também para não terem nenhum tipo de conversa, pois não era hora pra isso embora nenhum dos dois fossem dados à grandes conversações. Chegaram por volta do meio dia e meia.
Ele mandou que ela esperasse embaixo no cinamomo, árvore frondosa e por isso mesmo sombreira, que ficava ao lado da casa, enquanto ele fosse avisar a Osorinda, empregada há anos ali, que haviam chegado.
Ouviu o pai cumprimentar e dizer: - Trouxe a menina! Ao que a outra respondeu:
- Vamos entrando. Ele voltando-se pra ela, fez um gesto com a cabeça para que viesse.
Trocaram meia dúzia de palavras e logo foram almoçar, tinham chegado a tempo disse a empregada. Notou esta, que a menina mal tocava na comida e que tinha a cabeça sempre baixa. Comentou: - Mas ela tá muito tristinha!
O pai apressou-se a dizer à empregada que não fizesse caso daquilo, pois ela era muito tímida, nunca tinha saído de casa, de perto da mãe e tinha vergonha de comer na frente de estranhos. E arrematou dizendo. - Mas ela logo se acostuma. E olhou pra filha buscando aprovação para o que dizia a seu respeito. Entretanto, ela continuava com o olhar fixo no prato sobre a mesa, despretenciosamente.

Às quatro da tarde tudo já estava acertado com os donos da casa e o pai veio até à cozinha para se despedir de Helena. Disse-lhe que estava em boas mãos, recomendou que não fizesse nada de errado.O que significava dizer que obedecesse e respeitasse os patrões, a D. Osorinda, não desse confiança pra estranhos, sobretudo que não falasse com rapazes.
Prometeu voltar dali a um mês para levá-la à casa ver a mãe e os irmãos. Porém em seu íntimo sabia não poder cumprir o que dissera à filha, ao menos no espaço de um mês. Retornaria sim, caso a família o chamasse alegando que ela não servia para o trabalho, ou qualquer outro motivo de desagrado em relação ao comportamento dela.
O pai então pediu que ela viesse lhe dizer adeus, pois tinha que ir andando, do contrário chegaria à casa já noite cerrada. Ela aproximou-se, mas dessa vez olhou-o na cara, estendeu a mão e pediu-lhe a benção, como fora acostumada desde pequena. Ao que ele respondeu: - Deus te abençoe minha filha! Assim foi o modo que o pai despediu-se da sua filha Helena e partiu.

Inversão

Três dias após o nascimento da primeira filha do casal, seu Abelardo estava em frente à porta no cartório de registro civil da pequena cidade em que residia para registrar o nome da filha que nascera prematura de sete meses. Sentia-se ansioso e ao mesmo tempo apreensivo, pois essa era a segunda vez que se tornava pai. No entanto, a primeira de uma criança nascida com vida.
Assim que foi inquirido pelo dono do estabelecimento a respeito de qual era o nome da criança, respondeu de pronto - Ilé Maria! O senhor atendente, antes de começar a escrever, olhou-o de cima abaixo e pensou: Mais um ignorante, analfabeto que me aparece por aqui com essas esquisitices! Porém, apenas respondeu - Maria sei que é o nome, mas esse outro aí, é o sobrenome? Seu Abelardo sem perceber a ironia na expressão do seu interlocutor, disse calmamente:
- Esse é mesmo o nome da menina, Ilé Maria pode escrever aí por favor!
O outro interpelou retorquindo - O senhor é daqueles alemães que vivem num distrito próximo daqui, como é mesmo o nome do lugar? Seu Abelardo respondeu que não descendia de alemães e sim de uma mistura de índio português, pelo lado paterno e francês, pelo lado da mãe. Acrescentando ainda:
- Essa família alemã à qual o senhor se refere são meus vizinhos, e parentes por afinidade. Pois foi de uma das filhas dele que tirei o nome para minha menina. O escrevente mais uma vez pensou: Ainda por cima inverte o nome da santa! Contudo, não disse nada a respeito e finalizou sua tarefa com um seco - Passar bem!
Assim que retornou ao hospital, seu Abelardo foi mostrar todo contente, o registro à mulher que para seu espanto começou a falar angustiada - Eu te disse pra não copiar o nome da filha dos outros pra menina! Olha aí, agora ficou Maria, e nem católicos somos!
Era justamente isso que eu não queria, e tu sabia disso! Seu Abelardo respondeu à mulher com o olhar cheio de ternura dizendo: O que não tem remédio, remediado está! Assim também não fica tão igualzinho ao da outra. É Maria sim, porém Ilé.

Memórias de uma madrugada fria.

Eram cinco horas e trinta e cinco minutos de uma madrugada fria do mês de julho quando a morte da minha mãe foi anunciada pelo médico de plantão do hospital da cidade. Mal sabia eu que após aquela madrugada, as outras que a sucederiam nunca mais seriam as mesmas em que eu apenas tranquilamente dormia.

Acordei assustada pela movimentação que havia no quarto pouco antes do médico de plantão chegar. Adormecera algumas horas antes na cama sobressalente que ficava ao lado do leito em que minha mãe se encontrava.

Meu pai veio logo em meu socorro, tomou-me em seus braços e assim posso dizer que assisti ao desfecho daquela situação como, e com gente grande. Ainda lembro dos últimos minutos de vida que lhe restaram, foi a coisa mais dramática que vi até hoje e não menos assustadora, dado o contexto da situação. Isso deu-se não só pelo desespero dos que lá estavam, mas pelo longo processo de agonia pelo qual minha mãe passou em seu leito de morte.

Estava como que tendo um ataque de asma, doença que sofria há anos, e por isso demorei para compreender o que realmente estava acontecendo naquela madrugada em que infelizmente acordei antecipadamente. Faltava-lhe o ar, tinha muita sede, pedia que lhe dessem água à qual jamais viria a beber.
Ainda não tinha perdido a consciência, aliás lutou pela vida
até o último segundo que dela lhe restava.
Olhava para meu pai e para mim, como que se estivesse fazendo um pedido, e estava reiteradamente pedindo a ele que tomasse conta de suas filhas principalmente de mim.

Isso posso afirmar com certeza porque ela ao despedir-se de mim e de minha irmã, no domingo que antecedeu àquela madrugada de terça-feira, fizera-o entre abraços e lágrimas intermináveis, e recomendava-me muito a meu pai. Sabia pelo forte instinto maternal que a caractetizava, que eu, por ser mais crescida teria maiores dificuldades de adaptação às mudanças que de fato ocorreriam em nossas vidas, causada pela sua ausência em comparação com a outra filha que deixava, um bebê de três meses.

Desde que me conheci por gente a vi angustiada, antes disso talvez a tenha sentido angustiada, e coube a mim, também presenciar sua morte angustiada. Tenho para mim que essa era a minha sina, e por assim dizer, a dela também. Acredito que o fato de estarmos uma na vida da outra por tão curto espaço de tempo, porém um tempo profundo e intenso, foi para que o destino dela se cumprisse, uma vez que aqui continuo, seguindo em direção ao meu.

Ainda pedia água de maneira insistente, davam-lhe, mas a dificuldade para beber aumentava a cada instante. Meu pai não sabia mais o que fazer, estava emocionalmente preso entre um simultâneo estado de choque e pânico. Sensação esta que no meu entender, nunca o abandonou de todo ao longo de sua existência. Pediu às enfermeiras que fizessem-lhe um chá com ameixas-secas, do qual minha mãe tanto gostava mas nem mesmo esse ela conseguia engolir.
Passado mais alguns minutos , finalmente a morte silenciou-lhe a vida de uma vez para sempre. Assim minha mãe nos deixou, órfãos de sua presença em nossas vidas.

Aproximou-se da cama onde o corpo dela se encontrava ainda comigo em seus braços, e com os olhos marejados de lágrimas e a voz trêmula disse-me que a minha mãe tinha morrido. Acredito que o fez mais para convencer a si próprio daquela dura e triste realidade, do que para me dar conhecimento do fato em si.

Em seguida vieram as enfermeiras para tratar dos procedimentos finais, enquanto outros se retiravam porque nada mais lá restava para fazer. Foi quando eu, agarrada ao pescoço de meu pai, sussurei-lhe ao ouvido que temia ver minha mãe ser colocada dentro de um caixão de defuntos, e ao mesmo tempo pedi que me deixasse ir para casa junto com o pastor da igreja que já estava de saída. Mesmo com uma certa hesitação ele conssentiu que eu dali saísse pela primeira vez sem a companhia nem do pai, nem da mãe.

A partir desse momento, lembro de eu seguir andando atrás do pastor, que por sua vez não me dirigiu uma palavra sequer. A madrugada permanecia escura e gelada. Além daquele silêncio tétrico, apenas se ouvia o som emitido pelo contato dos meus tamanquinhos de madeira junto aos paralelepípedos que cobriam a rua por onde andávamos.

E assim chegamos à casa da vizinha que até então estivera tomando conta da minha irmã pequenina. Quando ao abrir a porta da casa nos viu, me fez entrar como se à minha espera já estivesse, naquela fria madrugada de julho.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ribamar da Alma no Olhar.

Um dia uma pobre moça triste que conhecia muita gente sem alma resolveu parar no conjunto nacional e ver uma peça de teatro infantil, ela olhava aquelas pessoas e notava que elas eram diferentes, não sabia dizer o que. Tinha um neguinho, desculpe, um afro-descendentezinho, um tal de Ribamar Araújo que se destacava aos olhos dela, parecia que ele tinha uma firme determinação de fazer os outros sorrirem ainda que ele chorasse….
A determinação dele a intrigou, uma vez que ela, branca, pertencente a outro mundo, (a dos sem alma) tinha uma tristeza imensa e tão profunda que só lhe fazia chorar, e pior que isso, estava convencida, de que também queria fazer os outros chorarem, acreditava ser esse o seu destino.

Mas como a vida é imprevisível, e a sorte pode estar na próxima esquina ela ouviu o entusiamo do Ribamar. Sim aquele Ribamar que tinha tudo para nem no Conjunto Nacional estar, quanto menos inserido naquele grupo de teatro infantil. Foi nesse momento que ela teve um “insight” e desejou ter brilho no olhar, querer fazer algo para aquecer o coração de uma pessoa que fosse. Ao sair do Conjunto Nacional naquele dia, olhava tudo e todos ao seu redor de forma diferente. Sentia alegria, via graça até onde aparentemente não poderia existir. Parecia uma” boba alegre”, como diriam os desalmados.

Foi assim que dentro de si mesma, reencontrou a sua alma um pouco ofuscada pelo tempo. E ao unirem-se novamente, através do brilho do olhar de uma e de outra, tiveram a certeza que jamais nada e ninguém as poderiam separar, ainda que tivessem de sorrir quando lhes apetecia chorar.

domingo, 3 de abril de 2011

Ignorância Legitimada!

Realmente a presidente demonstrou estar alheia ao que está a se passar no mundo. Há uma semana que se fala que o primeiro ministro José Sócrates iria demitir-se. E o fez ontem a noite!! Depois a pergunta ingênua "mas não tem presidente" para me receber? Denota mais que falta de informação, e sim ignorância a respeito do sistema de governo de Portugal que é parlamentarista, logo... Claro que tem presidente e 1º ministro! A maneira como se pronunciou, com um vocabulário simplório, coloquialista, nada da formalidade e postura exigidas de uma chefe de estado. Eu poderia falar muito mais...Mas sinto tristeza, primeiro por ser brasileira, segundo por chegar a conclusão que ela como dizem muitos no Brasil, foi fabricada pelo Lula. É vazia, não tem um discurso consistente digno do cargo que excerce. Não adianta  falarem, não dá para perdoar esse tipo de coisa vindo do presidente seja de que país for! Me lembrou as burrices da Hebe Camargo logo que surgiram os debates online em que um ministro já não lembro mais quem, disse: " eu estarei online" de tal a tal hora para debate, etc.. Mal ele fechou a boca, ela perguntou. "mas onde mesmo é que o senhor vai estar recebendo as pessoas"? Foi brutal!!

Por: Pacheco Soares

A ajuda prometida pela presidente Dilma e suas repercussões além mar.


Sim, o Brasil com certeza não negará ajuda a Portugal, mesmo porque sempre ajudou de uma forma ou de outra. A questão a ser colocada é: quais os acordos políticos- ecônomicos que serão feitos entre os dois países. Qual o ônus que isso trará para o povo brasileiro? Há que se exigir que isso venha à lume. Somos países irmãos? Ah sim, somos somos! No entanto os irmãozinhos sul americanos são diariamente discrimidados por não saberem falar português, afinal são muito “arcaicos”. Disse ontem uma senhora no programa ao vivo da SIC 24 horas, por telefone, ao dar a sua opinião sobre a possível ajuda vinda do Brasil. E completou dizendo: eles falam mal assim porque são todos filhos de imigrantes, os colonizados. Depois entrou outro senhor a dizer.”Mas alguma vez o Brasil ..Mas..mas desde quando Portugal precisa da ajuda dessa gente? Eles é que sempre precisaram de nós, afinal nós os colonizamos etc… E não parou por aí, houve Quem dissesse: “nós fazemos parte na EU”, não somos lixo e não precisamos deles.” Alguns brasileiros também se pronunciaram pedindo ao governo brasileiro que os ajude sim a retornar ao Brasil.

Tirando o comentário inssistente do economista português que lá estava para responder a estas questões e salientar que sim, o Brasil está crescendo de vento em poupa, a chamar a atenção para os empresários, sobretudo os engenheiros. Uma vez que o Brasil irá investir em infraestruturas básicas para os jogos olímpicos de 2016, as conversas eram desse nível.

Os engenheiros daí e os profissionais da construção civil que fiquem atentos. Não adianta vestir um santo despindo outros, quanto mais os de casa. Inteligentes e nada ingênuos os portugueses são, isso já deveria ser mais do que sabido, e sim sabatinado. São objetivos, e possuidores de um oportunismo pragmático. Querem resolver seus problemas em tempo record, não importando quem vá pagar essa factura no final.

Em relação às equivalências, que a desburocratização seja recíproca. Uma vez que quando chega cá um brasileiro, licenciado, tem que passar por mini concursos para provar seus conhecimentos, para além dos títulos que traga consigo.
Por: Pacheco Soares